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Porto: 10 museus inaugurados em 2021 que tem mesmo de conhecer

Porto: 10 museus inaugurados em 2021 que tem mesmo de conhecer

Do vitral ao vinho, do Holocausto à Química, dos biscoitos às conservas, há dez espaços novos no Porto onde é preciso ir pelo menos uma vez.

Quando o mundo desacelerou, a região do Grande Porto se empenhou em requalificar edifícios e erguer museus, convidando o visitante não apenas à contemplação, mas também à aprendizagem através de experiências imersivas. Só em 2021 foram inaugurados dez espaços aos quais é imperioso ir pelo menos uma vez. O resultado do investimento feito nos arquivos e nos depósitos em tempo de pandemia pode agora ser visitado no Porto, em Matosinhos, em Valongo e em Vila Nova de Gaia. São museus que percorrem vários gostos e várias épocas. Ensinam a entender o passado, como a história do Holocausto contada pelas vítimas, ou a história da panificação contada por quem ainda vive dela, mas também desafiam a pôr mãos ao trabalho, como empapelar a própria lata de conservas ou testar fórmulas químicas. E, claro, convidam ao lazer - quem não gosta de fazer provas de vinhos do Douro? -, e à estética, permitindo descobrir a cronologia da indústria têxtil e da moda de autor portuguesa ou se maravilhar com os jogos de cor e luz dos vitrais. 

Há museus para todos os gostos, todos proporcionam experiências ricas e inesquecíveis. A LUXIMOS Christies International Real Estate preparou-lhe um guião com as dez novidades.

1. Museu dedicado à arte do vitral

Vitral

 

O vitral é uma das formas de pintura artística mais disseminadas desde o Renascimento. Historicamente, sua produção está associada ao simbolismo religioso e espiritual, sendo também um elemento nobre de decoração em muitos edifícios públicos e privados. Ao longo do tempo, novos movimentos artísticos trouxeram novas visões criativas à conceção do vitral, que não escaparam a mestres como Amadeo Souza-Cardoso ou Júlio Resende. Este espaço é dedicado a esta forma de arte. Abriu portas em outubro de 2021. Está localizado na Casa da Vandoma, na Rua de D. Hugo, em pleno Morro da Sé do Porto. O Museu do Vitral apresenta uma seleção de obras de João Aquino Antunes, o último pintor português a se dedicar aos vitrais. O artista foi professor de vitral e mosaico durante mais de 36 anos na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde se licenciou. Mas foi ainda em criança que começou brincando com pedaços de vidro colorido no atelier do pai, com quem aprendeu todas as técnicas desta expressão pictórica. João Aquino Antunes pertence à família de artesãos do Atelier Antunes, fundado em 1906 no Porto. Há várias obras suas espalhadas pela cidade, na Igreja de Santo Ildefonso, na Igreja dos Congregados, na Livraria Lello e no Hotel Infante Sagres. No Museu, há dezenas de vitrais tradicionais, painéis decorativos, instalações de arte abstrata e um caleidoscópio de 400 cores de vidro.

 

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2. Museu do Holocausto

Inaugurado em abril de 2021, aquele que é considerado o primeiro Museu do Holocausto da Península Ibérica está localizado na Rua do Campo Alegre. Foi criado por membros da Comunidade Judaica do Porto, cujos familiares foram vítimas dos nazis na Segunda Guerra Mundial. O espaço retrata a vida judaica antes, durante e depois do Holocausto, desde a expansão do nazismo na Europa, passando pelos guetos, os refugiados, os campos de concentração, de trabalho e de extermínio, a Solução Final, as marchas da morte, até à libertação e ao pós-guerra. A história é contada pelas vítimas. É possível visitar uma reprodução dos dormitórios do campo de concentração de Auschwitz, uma sala de nomes, um memorial da chama, uma sala de conferências, um centro de estudos, corredores com a narrativa completa, fotografias e ainda assistir a filmes reais. O Museu acolhe também documentos e objetos deixados pelos refugiados na Sinagoga do Porto durante a guerra. Aliás, em 2013, a Comunidade Judaica do Porto partilhou com o Museu do Holocausto de Washington todos os seus arquivos referentes a refugiados que passaram pela cidade do Porto. Mas esses arquivos, que incluem documentos oficiais, testemunhos, cartas e centenas de fichas individuais, moram agora também neste museu.

3. Reservatório – Museu da Cidade

Trazer para a luz do dia peças invisíveis é o conceito deste museu que nasceu em julho de 2021 no antigo depósito de água do Parque da Pasteleira. O reservatório, inaugurado em 1986 e desativado em 1998, foi renovado e transformado numa estação arqueológica que funciona agora como museu, como espaço de trabalho e de mediação, e como reserva viva onde se guardam vestígios arqueológicos. O espaço reúne artefactos, vestígios e fragmentos encontrados em escavações ou recolhidos de edifícios e monumentos da cidade. O espectro temporal abrangido por este espólio vai da época contemporânea até ao Paleolítico, se estendendo assim da História à Pré-História. A reabilitação do edifício coube aos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, que souberam mostrar os até agora escondidos arcos e colunas do século XIX. O Reservatório tem cerca de 200 peças expostas (milhares em depósito) e dispensa qualquer dispositivo tecnológico, seja multimédia ou audiovisual. A ideia é convocar o visitante para a simplicidade. 

4. Museu da Memória de Matosinhos

O Museu da Memória de Matosinhos nasceu em agosto de 2021 no histórico Palacete Visconde de Trevões. Tem como missão valorizar a memória histórica e patrimonial do território de Matosinhos, cruzando-a com as memórias individuais de seus habitantes, num encontro entre o seu passado e o presente. O espaço museológico conta com exposições temporárias e uma exposição permanente, que assenta nas memórias e valências do próprio edifício e de seu primeiro proprietário, Emídio Ló Ferreira, que lá viveu até 1942. O Palacete Visconde de Trevões é um edifício do início do século XX, entretanto adquirido pela autarquia, que já funcionou como escola industrial e comercial e como biblioteca municipal.

 

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5. Extensão do Douro – Museu da Cidade

O Museu do Vinho do Porto, um edifício de seis pisos e cor propositadamente negra (como as garrafas de vinho do Porto) assinado pelos arquitetos Camilo Rebelo e Cristina Chicau, tem entrada polivalente - pela Rua da Reboleira e pelo Muro dos Bacalhoeiros, espécie de varanda sobre o Rio Douro - e é uma ode à cultura líquida da cidade e a seu principal símbolo: o vinho. Inaugurado em 2019, reabriu em junho de 2021 com uma nova missão e um novo nome: Extensão do Douro, um ponto de partida para a descoberta da região demarcada. O espaço, que mostrava a relação da cidade com o vinho que era produzido no Douro, é agora um dos núcleos do Museu da Cidade do Porto. A nova Extensão do Douro expande seu programa para abarcar também o rio e a região vitivinícola. Situada em plena Ribeira do Porto, aqui poderá ver exposições, provar um dos 700 vinhos de várias origens para degustação, conhecer o Gabinete e o Arquivo do Vinho ou assistir a tertúlias.

6. Museu da Moda e dos Têxteis

Museu Moda e Textil

 

O World of Wine, em Vila Nova de Gaia, abriu em maio de 2021 um espaço que homenageia a larga tradição da indústria têxtil no Norte de Portugal. O Museu da Moda e dos Têxteis  (Porto Fashion & Fabric Museum) reúne um espólio cedido por várias empresas e por mais de 40 designers nacionais (Ana Salazar, José António Tenente, Miguel Vieira, Luís Buchinho, Nuno Baltazar, Fátima Lopes, Maria Gambina, Filipe Faísca, Luís Carvalho, Anabela Baldaque...). Aqui é possível conhecer todos os passos de criação, desde o processamento da matéria-prima para a obtenção do fio, passando pela tecelagem, tinturaria, acabamentos e confeção da peça, terminando na recriação de uma montra. No primeiro piso do edifício do século XVIII, uma exposição percorre os momentos cronológicos mais relevantes da história da indústria desde o século XVI, com escalas no espólio da Riopele, da Tintex e da Têxteis Manuel Gonçalves. O segundo piso é dedicado à arte da filigrana, ao calçado feminino e masculino e à moda de autor nacional.

 

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7. Conservas Pinhais Factory Tour

O museu-vivo Conservas Pinhais Factory Tour, na Avenida Menéres, foi inaugurado em outubro de 2021. No espaço onde a centenária conserveira Pinhais mantém o método de produção artesanal de 1920 é agora possível seguir, de forma imersiva, todo o processo de confeção: desde a entrada do peixe até ao seu embalamento. É ainda possível participar em provas de degustação e empapelar a própria lata. A fábrica em Matosinhos está classificada como Imóvel de Interesse Municipal desde 2020, por ser uma das mais antigas ainda em laboração, por manter o processo de produção tradicional e por privilegiar o peixe fresco do Atlântico. Todas as visitas ao Museu-Vivo, sujeitas a marcação prévia, serão guiadas por mediadores culturais, que levarão os visitantes numa viagem ao passado, às raízes da Pinhais e de todas as suas marcas, nomeadamente a mais internacional, a Nuri. 

8. Oficina da Regueifa e do Biscoito

A regueifa e o biscoito são bandeiras da identidade gastronómica e cultural de Valongo, que em janeiro de 2021 abriu um espaço para homenagear sua história, aromas e sabores ancestrais, mas também os padeiros, biscoiteiros e todas as pessoas que contribuíram para o desenvolvimento deste sector. Além de visitar os vários espaços expositivos, que exibem objetos e memórias ligadas à panificação, é possível pôr as mãos na massa e aprender a fazer esta arte ancestral, através de workshops. No final da visita, todas as delícias são dadas a provar. A Oficina da Regueifa e do Biscoito está localizada no edifício do antigo Quartel dos Bombeiros. A exposição permanente, "Do Grão Ao Pão", está dividida em quatro temas - agricultura, moagem, antiga padaria e rota do pão - que se complementam e ajudam o visitante a compreender melhor todo o ciclo de fabrico do pão de Valongo. A história é contada desde o momento em que se trabalha a terra para plantar o cereal até ao momento em que o produto final chega às casas dos fregueses.

9. Laboratório Ferreira da Silva

O Museu de História Natural e da Ciência do Porto devolveu à cidade, em abril de 2021, um espaço emblemático na história da Química em Portugal. No renovado Laboratório Ferreira da Silva, inaugurado em 1910, é possível fazer uma viagem até aos primórdios da Ciência moderna. Foi aqui que muitas gerações de estudantes aprenderam com António Ferreira da Silva, antigo professor e diretor da Faculdade de Ciências (FCUP), considerado o "pai" da Toxicologia Forense em Portugal. No total, estão em exposição 80 objetos, nomeadamente instrumentos científicos, frascos com produtos químicos, amostras minerais, utensílios de laboratório, livros e mobiliário. É ainda possível ver a caixa de alcaloides usada por António Ferreira da Silva na investigação do Crime da Rua das Flores, uma balança analítica de precisão e o alambique utilizado para obter água destilada. Além do convite para contemplar o esplendor da art déco de finais da década de 20 até aos finais dos anos 40, é também possível participar em demonstrações de química e em saraus científicos. 

10. Pink Palace

Em julho de 2021, o World of Wine (WoW), na zona histórica de Vila Nova de Gaia, inaugurou seu sétimo museu. Depois das experiências do chocolate, do vinho, do copo, da cortiça, da história da cidade e da moda e têxtil, eis o Pink Palace. Trata-se de um espaço "extravagante e divertido" que dá a conhecer a história e a ciência por trás da produção do vinho rosé, mas também a cultura e o lifestyle que simboliza. Com vários cenários otimizados para fotografias e que convidam à interação, este é o mais excêntrico de todos os espaços do WoW. Ao longo da experiência, são servidas cinco bebidas: Quinta do Vale do Bragão Rosé, AIX Gran Vin de Provence Rosé, Mateus Rosé, Vértice Rosé Bruto e Croft Pink Rosé Port. As 11 salas do museu mostram a diversidade deste vinho e a forma como os rosés são feitos a partir de uvas cultivadas em diferentes regiões e climas em todo o mundo, usando uma série de técnicas de vinificação.

 

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