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António Barreto inaugura exposição sobre a Batalha que não se vê

António Barreto inaugura exposição sobre a Batalha que não se vê

Foto: Túmulo conjugal de D. João I e D. Filipa de Lencastre – António Barreto

"Se não está lá, na imagem que se vê, não vale a pena tentar justificar. Se está lá, basta-se a si própria", escreveu António Barreto, em 2010, sobre o significado da fotografia, esse "ato de solidão voluntária e necessária" que pratica apaixonadamente, como hobby, há mais de cinquenta anos. A verdade é que o sociólogo português, que regressou do exílio na Suíça, em 1974, após a queda do Estado Novo, conseguiu mostrar o que está lá e nunca ninguém viu.

Convidado pelo diretor do Mosteiro da Batalha, Joaquim Ruivo, a fotografar aquele que é um dos cinco monumentos mais visitados em Portugal - e o único que representa a afirmação da criação do país enquanto Estado autónomo e de identidade definida -, o investigador percorreu corredores e salas, andou de joelhos e de grua, viu acima do olhar e abaixo do chão, até ser surpreendido, ele próprio, com a revelação: gentes da Batalha que nunca ninguém vira. Gente que está nas sombras e nas colunas, nas gárgulas e nos túmulos. E gente que fez a História de Portugal. É o caso de uma inacessível escultura de pedra de D. Filipa de Lencastre de mãos dadas com o rei D. João I. Os dois dão a mão direita, caso raro no mundo.

Barreto descobriu esculturas com oito a dez centímetros de altura por todo o lado e ainda dezenas de caras e corpos esculpidos ou grafitados na pedra que mostram "cenas de altíssimo erotismo, casais em quase cópula, órgãos genitais do homem e da mulher esculpidos na pedra, numa espécie de irreverência e de ligação entre sagrado e profano que se fazia há 500 anos e que hoje não se faria", explicou. E descobriu ainda algumas razões pelas quais a gente da Batalha vive ou está ali: "O amor e a igualdade. A festa e a oração. O pecado e a virtude. A delícia e o medo.

"Gente da Batalha", na sua habitual linguagem, a preto e branco, está patente desde junho, na Capela do Fundador do Mosteiro e ali permanecerá durante um ano. Acontece no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural e tem curadoria de Ângela Camila Castelo-Branco, bisneta de Camilo.

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